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riscos_e_rabiscos

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Coisas da Vida

                                       

 

Ia eu muito descansadinha de revistinha na mão beber um (des)café, quando deparo com uma multidão à porta da escola primária perto da minha mãe.

Não parei, segui o meu caminho sempre a olhar para o lado e na esperança de não embater com uma árvore ou alguém, pois estranhei tanta gente ali. Principalmente porque não era hora do recreio. Ouvi uma voz exaltada aqui, outra ali mas não percebi bolhufas… “ok, pensei eu, pelo menos não andam à batatada…”

Entrei no café, pedi o meu (des)café da praxe e comentei com o senhor J. que devia haver confusão ali na escola.

Depois reparei que, ao balcão, se encontrava uma fulaninha daquelas sem maneiras nenhumas a mandar postas de pescada para o ar. Estão a ver aquelas fulaninhas com mau aspecto, mania que são espertas e que têm de falar muito alto para ecoar por Portugal e arredores? Era uma dessas.

Só então percebi o porquê. Esta escola está altamente recheada de ciganos. Então acontecem coisas do arco da velha, tipo os putos levarem facas para a escola e ameaçaram auxiliares, colegas e profes, ciganas a espancarem auxiliares, etc.

Hoje o motivo, pelo que ouvi, foi a pistola que um cigano tinha levado para a escola. Não houve nenhum disparo, concerteza. Mas os pais estavam a manifestar-se, o pessoal da escola boicotou as aulas, portanto, não houve aulas para ninguém e as crianças afixaram cartolinas com desenhos elaborados por elas a exigir mais segurança.

Parece que já ontem tinha havido confusão na escola com umas ciganas.

Exijam mais segurança ao ministério. Só quem trabalha nas escolas é que vê na m****a em que a maioria delas se transformou. E é melhor calar-me para não começar a desfiar o meu rosário… :X

 

Mas o que me fez ganhar o dia hoje foi uma situação muito engraçada. Fui dar explicação a minha casa. E ia caminhando, calmamente pela rua, com os olhos postos no chão e a pensar na morte da bezerra. Passei por um café onde estava sentado um velhote na esplanada. Conforme passo, oiço-o dizer-me “Oh menina, não esteja triste!” Eu achei um piadão e respondi-lhe com um sorriso” não estou, não…” e prossegui o meu caminho. Mas depois fiquei a pensar: será que ando com uma expressão tão triste que até os que não me conhecem de lado nenhum notam? É que no colégio também notam que estou triste e estão sempre a perguntar-me se estou bem.

Antigamente a minha imagem de marca era o meu sorriso… será que estou a perdê-la?

 

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